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DANÇA MODERNA
TÉCNICA DE MARTHA GRAHAM
A técnica de Martha Graham associa a respiração ao movimento como princípio fundamental que dita o ritmo e a dinâmica desta técnica, intrinsecamente ligada aos movimentos de inspiração e expiração.
A idéia de uma energia que surge no interior e vai até o exterior do corpo é reconhecida por todos os criadores e teóricos da Dança Moderna, fundamentada de uma forma muito definida e cuja elaboração e sistematização trazem como tema a tensão entre opostos como: equilíbrio e queda, contração e expansão; conceitos pensados para ampliar as possibilidades de movimento e expressividade corporal.
Cada aula divide-se em três partes: solo, centro e diagonais. Os pés são descalços para sentir o contato essencial com o chão. Todos os exercícios no solo são preparações diretas para a posição em pé como também para elevações, quedas, giros e saltos. De um caráter mais técnico e básico temos: contração, release, supless e spiral; movimentos tridimensionais, de torção e projeção espacial estão implícitos nesses princípios.
Como conseqüência de seu anseio investigativo, Claudia de Souza se utiliza de suas pesquisas e criações na Dança Contemporânea para abranger a questão técnica dentro da sala de aula de uma maneira mais criativa e contextualizada com nosso tempo, respeitando as individualidades, necessidades e questões corporais de cada aluno.
CLAUDIA DE SOUZA iniciou-se como profissional em 1979, no Grupo Experimental de Dança (GED), sob direção de Penha de Souza. Estreou como coreógrafa em 1982. Formou-se com Victor Navarro, Ana Mondini, Umberto da Silva, Ady Addor, Clarisse Abujamrra, Zvi Gotheiner, Elisa King, Mariana Muniz, Zeca Nunes e outros. Em 1983, 94, 97 e 98, esteve em Nova York em cursos na Martha Graham School, Alvin Ailey e Broadway 550.
Em teatro e dança, atuou como coreógrafa, assistente de direção e bailarina com profissionais como Vall Folly; Jorge Takla; Mira Harr; Roberto Lage; Renné Gumiel e outros.
Em 1996, funda a Cia Danças, iniciando sua pesquisa de linguagem baseada no diálogo entre a Dança Moderna e a Capoeira, através do Prêmio Estímulo Flávio Rangel/FUNARTE de 1997. Estão em seu repertório: “Jogo de Dentro”, Prêmio APCA 1998 de Melhor Criação em Dança; “Pares”, 1999, bolsa de coreógrafa residente da Oficina Cultural Oswald de Andrade; “Corpo, Desejo e Consumo”, 1999, criado para o evento Corpo Arte e Consumo do “Rumos Itaú Cultural”; “Rede”, 2000; “Sons”, 2001; “7 e a Mesa”, 2003; “Dimensão Oculta”, 2006 - Prêmio Estímulo 2005/Secretaria Estadual da Cultura de SP; “Q” ,2007 e “Adeus Corpo gentil, Morada do meu Desejo” 2008 - 2° e 4º Editais de Fomento à Dança/Secretaria Municipal de Cultura.
Atualmente, consolida seu trabalho de pesquisa de linguagem com grande destaque no cenário artístico, expressando em suas obras o interesse pelo fortalecimento da dança contemporânea brasileira. |